25 fevereiro 2011

CHICOLELÊ NO NORBETÃO - 25/02

            Em noite iluminada, Chico empilha dois e resolve jogo para o Azul. Chico tabelou, lançou, teve grande movimentação e brindou a torcida com dois gols que desmontaram o adversário. Pelo lado Vermelho Lauro, como um colosso de Rodhes postado em frente à zaga Vermelha esbanjou vitalidade, deu chapéu e mostrou por que é um exemplo aos Corujões.

            Em noite de grande futebol, Marcos abre o marcador aos 12' do 1T com um chute cruzado, de poucas pretensões que encontrou o aceite do goleiro. O tento marcado pela equipe Vermelha não abateu o Azul, o jogo permaneceu vivo e logo em seguida, aos 15' Chico recebe lançamento de Valdir, antecipa-se à zaga, e, em penetração pelo lado esquerdo da grande área Vermelha, com a perna esquerda bateu cruzado, por elevação, firme, sem chances para o bom goleiro Eduardo. Empate 1x1. Mesmo com jogo equilibrado, o Vermelho criava e desperdiçava mais chances. Aos 27' Duda Paris invade a intermediária Azul, tendo somente o goleiro como testemunha, avança e mesmo tendo várias opções para o gol, tentou o drible e a bola perdeu-se pela linha de fundo. Mais um gol que fez falta para o Vermelho. Fim do primeiro tempo com o placar 1x1. O melhor estava por vir.

            Com ambos os times reforçados no intervalo, a partida foi retomada com grande movimentação. O ataque Vermelho comandado pelos irmãos Romeiro e apoiados pelos rápidos Celso e Beto Franco seguia fustigando a meta Azul, mas não conseguia obter vantagem sobre a zaga formada por Boca, Gian e Paulo Franco. Aos 10' 2ºT, seguindo sua característica de "botar para correr", com imposição física Felipe livra-se da marcação e bate cruzado, rasteiro e vira a partida, Azul 2x1. A virada do Azul desorganizou o Vermelho por alguns minutos, o suficiente para mais um avanço definitivo de Chico. 5' depois do desempate, Chico recebe a bola e invade a área, com a fatídica perna esquerda e mesmo com ângulo restrito, o matador da noite bate forte e cruzado, vencendo novamente Eduardo e ampliando o marcador, Azul 3x1. A velha guarda do Corujão rugia. Não era só isto que a velha guarda era capaz. Com experiência acumulada e amizade de mais de 6 décadas com a bola, Lauro faria mais uma pintura na noite de ontem. Bola rebatida pela zaga, "picandinho", um atacante partindo em definição para uma dividida com Lauro e um tapa embaixo do porco... Opa! Jr. Passou embaixo da bola e Lauro completa o chapéu com a naturalidade de quem vê vitrines em um shoping. Os "veios" são fodinha. Não dá para marcar bobeira para eles.

            De volta ao jogo, após alguns minutos o Vermelho retomou o bombardeio e o excelente goleiro Jameson operava milagres e contava com a sorte ou imprecisão dos atacantes Vermelhos. Aos 20' defendeu um chute à queima roupa de Arlei, aos 25 uma bola na trave de Cabecinha, aos 27' chute para fora de Marcos, aos 29' chute desviado de Beto, aos 31' chute por cima de Celso. Era um bombardeio poucas vezes visto no Norbertão, o Azul compactou-se e controlava como podia o ataque Vermelho, apostando somente em contra-ataques com Jr., Juan e Felipe. Aos 35' Arlei escora de cabeça no canto esquerdo de Jameson, 3x2. Os dez minutos finais foram de assedio total ao gol Azul, mas a valente zaga seguia "segurando o pagode", ora com chutão, ora com categoria, Boca, Gian e Paulo Franco davam conta do recado. Se a zaga Azul segurava, Felipe e Juan estavam anulados por Cabecinha e Fernando, mas a lateral esquerda Vermelha... francamente. Tota não acertava passes, errava demais e num dado momendo, numa jogada tão bisonha como um futebol de 3 patetas, entregou a bola para Felipe. No desespero para consertar o erro e desfazer a chance de gol, interrompeu a trajetória da bola com a mão. Cartão amarelo. Aos 37' Cabecinha invade a área, passa a bola para Marcos que bate no canto esquerdo de Jameson, mas erroneamente o auxiliar marca impedimento e anula o gol de empate Vermelho. 3' mais tarde a bola sobra para Jaime na área Azul, chance clara de gol, Marcos tenta dominar a bola também, os dois não se entendem e a bola sai pela linha de fundo.

             Vermelho lutou até o fim, mas não era sua noite, placar final Azul 3x2 Vermelho. Uma noite de grande futebol e festa da velha guarda.

            Na saída para o vestiário, Lauro comentou o "balãozinho" lembrando do finado Dener: "o Dener gostava mais de driblar do que fazer gols, eu acho que um chapéu é melhor do que um orgasmo". Chico também comentou sua atuação com alguma marra e lembrando o passado: "Os gols foram surpresa para quem não me conhece, o guerreiro está ferido mas não está morto, eu tenho carimbo de artilheiro há mais de 40 anos e os gols são um presente meu para esta torcida maravilhosa que me acompanha desde as categorias de base, quando o João Havelange ainda era presidente de grêmio estudantil".

 

AZUL: Jameson, Rockenbach(Felipe), Cabecinha(Boca), Beto Conti(Gian), Valdir(Gui), Capisani, Paulo Franco, Dudu, Júnior, Chico e Juan.

VERMELHO: Eduardo, Mario(Leandro), Fernando, Lauro, Tota, Ângelo(Arlei), Duda Paris(Jaime), Leonardo, Arceu(Beto Franco), Marcos e Vinicius(Celso).

 

GOLS: Marcos, Felipe, Chico(2) e Arlei.

 

CARTÕES: Tota (amarelo)

           

           

21 fevereiro 2011

Pontos e chopp

            Os adeptos do Corujão interpelaram o presidente Arlei nesta quinta-feira a respeito da pontuação em dias de jogo da dupla Grenal. Pressionado, presidente apelou para o "bom-senso" dos Corujões para a interpretação do item 8 do estatuto do grupo.

            Ocorre que em assembléia extraordinária ocorrida no vestiário em agosto de 2010, a maioria do grupo decidiu que na ausência de alguém em dias de jogo da dupla Grenal, implicaria em prejuízo nos pontos independente do pedido de férias, todavia teria que se ter um "bom senso" para que a punição não fosse aplicada a quem tivesse um compromisso particular avisado com antecedência, não tendo ausência em razão direta de assistir ao jogo no estádio. Isto foi decidido pois acontecia de um grande prejuízo no quórum de participantes em dias de jogo da dupla, prejudicando o tradicional "rachão" das quintas-feiras. Acontece que cada integrante do grupo têm direito ao pedido de férias sem prejuízo de seus pontos. Assim está armada a confusão, pois alguns adeptos não querem o uso do "bom-senso" e sim a aplicação do texto do estatuto, e outros alegam que desta forma será prejudicada a realização do rachão em dias de jogo do Grêmio ou Internacional. A decisão de utilizar o bom senso não está no estatudo, apesar de ter sido colocada em votação em assembléia extraordinária com a presença da maioria dos corujões.

            Dor de cabeça para o presidente, que terá de contentar a todos, domando a decisão e acabando com a polêmica.

 

            Procurado pela equipe de reportagem, o presidente ratificou a posição de que será utilizado o bom senso na avaliação de cada caso. "Não tenho motivos para duvidar da palavra dos corujões. Se alguém pediu férias por motivo pessoal não deve ser penalizado em pontos. Vejam o caso do Rock: Ele pediu férias neste período no ano passado, está na praia com a família, ele não pode ser penalizado. Já o caso do Pato é diferente, ele faltou para ir ao jogo e concordou que lhe fosse consignado apenas um ponto". "Temos um grupo de amigos aqui, não há lugar para vantagens pessoais ou prevaricação". "Sempre avaliaremos caso a caso com justiça, como deve ser em uma grande família como a nossa".

 

            O baixo-clero que já tinha tomado posição de guerra na ocasião da eleição da diretoria financeira promete levantar novamente a questão. Segundo Duda Paris: "Respeito a opinião do presidente, sei que ele quer o bem do grupo, mas não podemos dar espaço a privilégios aqui. Vamos explorar a questão até o fim, estamos de olho neste caso e nas finanças do grupo. O diretor financeiro perdeu a aposta para o Gian e ficou de pagar um barril de chope para nós e não pagou. Virou fumaça, estamos cansando de palavras ao vento".

Futebol e corneta - Quinta 17/02/2011

           Descontentes com uma suposta inferioridade Azul, o jogo desta quinta iniciou com uma aplicação sobressalente e exigiu esforço extra das zagas de ambos os times, principalmente da equipe Azul que passou sendo bombardeada durante todo o primeiro tempo.A equipe Vermelha assumiu posição desde os primeiros minutos, atacando por ambos os flancos do gramado, proporcionando boas situações de gol para Vinicius, Marcos e Farias. Com muito esforço os avanços Vermelhos eram bloqueados por Boca, Cabecinha e Mário, que demonstrando aplicação e fôlego de guri ainda conseguiu pela sua lateral apoiar o ataque com boa qualidade.

            O bombardeio Vermelho foi inoperante à meta Azul, guardada por Arlei, que pela falta de goleiros foi improvisado como arqueiro e teve boa atuação, motivando alguns torcedores a sugerir aos escaladores que lá o mantivessem nos próximos encontros. De fato Arlei teve boa atuação no gol, tanto que sua ausência no ataque não foi sentida pela equipe em nenhum momento. Com o ritmo da meia cancha Vermelha sendo dada por Arceu, e sem os avantes confirmarem vocação para o gol, aos 33´ do primeiro tempo, Barbosa, que voltava de lesão e até então havia se comportado como um expectador na partida, fez lembrar o atacante agudo que outrora povoava o campo do Humaitá. Recebeu lançamento e sentindo que lhe faltariam as pernas, chutou por elevação, encobrindo Beto Franco, que igualmente estava improvisado como guarda-metas Vermelho. O pouco provável se fez acontecer, e com muito esforço e contrariando os movimentos do jogo até então, o Azul abriu o marcador. O primeiro tempo encerrou com bombardeio Vermelho permanente e a zaga Azul a continuar operando milagres.

            Reforçadas no segundo tempo com Beto e Juan na equipe Azul, e com Leandro no Vermelho, o jogo iniciou equilibrado, aos 5´ com bola lançada para Gustavo às costas de Tota, Boca fez a cobertura e afastou o perigo. Repreendendo Tota pela jogada iniciou-se uma pequena confusão, aproveitando-se disto, o Vermelho bateu rápido o escanteio e Gustavo livre de marcação, dentro da pequena área só precisou escorar para as redes. 1 a 1.

            Dudu tentou contemporizar com os colegas, mas a discussão foi grande. Retomado o jogo a equipe Azul foi aos poucos impondo-se, e, diferente do ataque Vermelho do primeiro tempo, seus ataques eram mais precisos e não tardariam em gol. Confirmando às expectativas da equipe Azul, aos 10´ do 2ºT Juan escorou de cabeça e decretou de novo a vantagem para o Azul. ). A equipe Vermelha permanecia viva no jogo, insistindo no flanco com Gian apoiando o ataque, mas todas as chances criadas tornaram-se falhas nos pés de Gustavo e Marcos. Diz a máxima do futebol: "Quem não faz leva", e, valendo-se disto, Beto tabela com Arlei e dentro da grande área bate sem chances para Barbosa (goleiro Vermelho no 2º T) e aos 22´ do 2º T estava decretado o placar final do jogo (3 x 1). Na saída do gramado Tota foi perguntado sobre a discussão com Boca que facilitou as coisas para o gol de empate Vermelho: " o Boca é um queridão. Eu fico irritado quando o jogo é muito falado. Tem cara que toca a corneta o jogo inteiro, mas é coisa de jogo, fica lá dentro". Boca foi mais direto na resposta e fez valer seu cargo de diretor: " Eu mando na grana e na zaga, aqui é comigo. Eu toco a corneta e vai ser assim sempre. Quem manda na minha zaga sou eu". Dudu, que tentou apaziguar a discussão em campo explicou: " o Tota é primo do Richarlyson, por isto ele tem estes chiliques e gosta de dar piti em campo, é de família, a gente tem que apoiar, ele é viado mas é meu amigo".

           

AZUL: Arlei(Foguinho), Mario, Beto Conti(Boca, Cabecinha, Tota, Norberto(Beto Franco), Dudu, Paulo Franco, Bira(Arlei), Chico e Barbosa(Juan).

VERMELHO: Beto Franco(Barbosa), Junior(Wilson), Fernando, Lauro, Gian, Gustavo, Arceu, Farias(Jaime), Angelo, Marcos e Vinicius(Leandro).