21 fevereiro 2011

Pontos e chopp

            Os adeptos do Corujão interpelaram o presidente Arlei nesta quinta-feira a respeito da pontuação em dias de jogo da dupla Grenal. Pressionado, presidente apelou para o "bom-senso" dos Corujões para a interpretação do item 8 do estatuto do grupo.

            Ocorre que em assembléia extraordinária ocorrida no vestiário em agosto de 2010, a maioria do grupo decidiu que na ausência de alguém em dias de jogo da dupla Grenal, implicaria em prejuízo nos pontos independente do pedido de férias, todavia teria que se ter um "bom senso" para que a punição não fosse aplicada a quem tivesse um compromisso particular avisado com antecedência, não tendo ausência em razão direta de assistir ao jogo no estádio. Isto foi decidido pois acontecia de um grande prejuízo no quórum de participantes em dias de jogo da dupla, prejudicando o tradicional "rachão" das quintas-feiras. Acontece que cada integrante do grupo têm direito ao pedido de férias sem prejuízo de seus pontos. Assim está armada a confusão, pois alguns adeptos não querem o uso do "bom-senso" e sim a aplicação do texto do estatuto, e outros alegam que desta forma será prejudicada a realização do rachão em dias de jogo do Grêmio ou Internacional. A decisão de utilizar o bom senso não está no estatudo, apesar de ter sido colocada em votação em assembléia extraordinária com a presença da maioria dos corujões.

            Dor de cabeça para o presidente, que terá de contentar a todos, domando a decisão e acabando com a polêmica.

 

            Procurado pela equipe de reportagem, o presidente ratificou a posição de que será utilizado o bom senso na avaliação de cada caso. "Não tenho motivos para duvidar da palavra dos corujões. Se alguém pediu férias por motivo pessoal não deve ser penalizado em pontos. Vejam o caso do Rock: Ele pediu férias neste período no ano passado, está na praia com a família, ele não pode ser penalizado. Já o caso do Pato é diferente, ele faltou para ir ao jogo e concordou que lhe fosse consignado apenas um ponto". "Temos um grupo de amigos aqui, não há lugar para vantagens pessoais ou prevaricação". "Sempre avaliaremos caso a caso com justiça, como deve ser em uma grande família como a nossa".

 

            O baixo-clero que já tinha tomado posição de guerra na ocasião da eleição da diretoria financeira promete levantar novamente a questão. Segundo Duda Paris: "Respeito a opinião do presidente, sei que ele quer o bem do grupo, mas não podemos dar espaço a privilégios aqui. Vamos explorar a questão até o fim, estamos de olho neste caso e nas finanças do grupo. O diretor financeiro perdeu a aposta para o Gian e ficou de pagar um barril de chope para nós e não pagou. Virou fumaça, estamos cansando de palavras ao vento".

Um comentário:

  1. Alguém, poderia me enviar o texto da alteração no estatuto, referente jogos da dupla, pois ao contrário do afirmado não consta no estatuto, conforme reportagem, bem como o "pato" pediu que fosse aplicado o bom sendo e dessem "0" e não "1" como referido.

    Abraço,

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