21 fevereiro 2011

Futebol e corneta - Quinta 17/02/2011

           Descontentes com uma suposta inferioridade Azul, o jogo desta quinta iniciou com uma aplicação sobressalente e exigiu esforço extra das zagas de ambos os times, principalmente da equipe Azul que passou sendo bombardeada durante todo o primeiro tempo.A equipe Vermelha assumiu posição desde os primeiros minutos, atacando por ambos os flancos do gramado, proporcionando boas situações de gol para Vinicius, Marcos e Farias. Com muito esforço os avanços Vermelhos eram bloqueados por Boca, Cabecinha e Mário, que demonstrando aplicação e fôlego de guri ainda conseguiu pela sua lateral apoiar o ataque com boa qualidade.

            O bombardeio Vermelho foi inoperante à meta Azul, guardada por Arlei, que pela falta de goleiros foi improvisado como arqueiro e teve boa atuação, motivando alguns torcedores a sugerir aos escaladores que lá o mantivessem nos próximos encontros. De fato Arlei teve boa atuação no gol, tanto que sua ausência no ataque não foi sentida pela equipe em nenhum momento. Com o ritmo da meia cancha Vermelha sendo dada por Arceu, e sem os avantes confirmarem vocação para o gol, aos 33´ do primeiro tempo, Barbosa, que voltava de lesão e até então havia se comportado como um expectador na partida, fez lembrar o atacante agudo que outrora povoava o campo do Humaitá. Recebeu lançamento e sentindo que lhe faltariam as pernas, chutou por elevação, encobrindo Beto Franco, que igualmente estava improvisado como guarda-metas Vermelho. O pouco provável se fez acontecer, e com muito esforço e contrariando os movimentos do jogo até então, o Azul abriu o marcador. O primeiro tempo encerrou com bombardeio Vermelho permanente e a zaga Azul a continuar operando milagres.

            Reforçadas no segundo tempo com Beto e Juan na equipe Azul, e com Leandro no Vermelho, o jogo iniciou equilibrado, aos 5´ com bola lançada para Gustavo às costas de Tota, Boca fez a cobertura e afastou o perigo. Repreendendo Tota pela jogada iniciou-se uma pequena confusão, aproveitando-se disto, o Vermelho bateu rápido o escanteio e Gustavo livre de marcação, dentro da pequena área só precisou escorar para as redes. 1 a 1.

            Dudu tentou contemporizar com os colegas, mas a discussão foi grande. Retomado o jogo a equipe Azul foi aos poucos impondo-se, e, diferente do ataque Vermelho do primeiro tempo, seus ataques eram mais precisos e não tardariam em gol. Confirmando às expectativas da equipe Azul, aos 10´ do 2ºT Juan escorou de cabeça e decretou de novo a vantagem para o Azul. ). A equipe Vermelha permanecia viva no jogo, insistindo no flanco com Gian apoiando o ataque, mas todas as chances criadas tornaram-se falhas nos pés de Gustavo e Marcos. Diz a máxima do futebol: "Quem não faz leva", e, valendo-se disto, Beto tabela com Arlei e dentro da grande área bate sem chances para Barbosa (goleiro Vermelho no 2º T) e aos 22´ do 2º T estava decretado o placar final do jogo (3 x 1). Na saída do gramado Tota foi perguntado sobre a discussão com Boca que facilitou as coisas para o gol de empate Vermelho: " o Boca é um queridão. Eu fico irritado quando o jogo é muito falado. Tem cara que toca a corneta o jogo inteiro, mas é coisa de jogo, fica lá dentro". Boca foi mais direto na resposta e fez valer seu cargo de diretor: " Eu mando na grana e na zaga, aqui é comigo. Eu toco a corneta e vai ser assim sempre. Quem manda na minha zaga sou eu". Dudu, que tentou apaziguar a discussão em campo explicou: " o Tota é primo do Richarlyson, por isto ele tem estes chiliques e gosta de dar piti em campo, é de família, a gente tem que apoiar, ele é viado mas é meu amigo".

           

AZUL: Arlei(Foguinho), Mario, Beto Conti(Boca, Cabecinha, Tota, Norberto(Beto Franco), Dudu, Paulo Franco, Bira(Arlei), Chico e Barbosa(Juan).

VERMELHO: Beto Franco(Barbosa), Junior(Wilson), Fernando, Lauro, Gian, Gustavo, Arceu, Farias(Jaime), Angelo, Marcos e Vinicius(Leandro).

           

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